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Artigo – Ser sustentável custa mais caro?

Por: Núcleo Ecoa – Programa Empreender da Aciub

Essa pergunta vem sendo repetida várias vezes nos últimos meses, as pessoas querem saber se um determinado empreendimento sustentável custa mais que o tradicional.

Em suma, essa resposta não pode ser respondida de forma simples, sem uma explicação. E por quê? Simplesmente porque essa conta deve ser feita abordando os diversos aspectos além do custo final.

É óbvio que os produtos sustentáveis, por terem mais itens que os tradicionais, tendem a custar mais, haja vista que, analisando todo o processo, principalmente o ganho no custo pós-utilização, o resultado se inverte e passa a ser favorável aos produtos sustentáveis.

De acordo com o ultimo relatório do banco de investimentos UBS Brasil do dia 19/09/17, as empresas estão investindo em negócios e produtos sustentáveis e, além disso, as empresas querem oferecer soluções sustentáveis buscando agir de forma sustentável no mercado.

“Além de se preocuparem com a sustentabilidade dos seus negócios, se preocupam em gerar externalidades positivas para a sociedade como um todo.” – Fonte: http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/820982/sustentabilidade-e-foco-das-empresas-para-investidores

Por outro lado, as empresas que vendem “sustentabilidade” e não a praticam têm sido duramente penalizadas pelo mercado, como por exemplo, a Vale que teve seu índice de sustentabilidade retirado da bolsa após 5 dias de desvalorização consecutivas em função do desastre de Mariana – MG pelo rompimento de uma barragem da Samarco; em outro exemplo vemos montadora Volkswagen que chegou a acumular uma desvalorização de 42,2% por utilizar um software que manipula testes de verificação de emissão de gases poluentes.

Os negócios sem sustentabilidade não se perpetuarão já que a vida das pessoas será fortemente prejudicada. Todavia, o lucro de um negócio sustentável alinhado com o futuro e o bem-estar das pessoas será duradouro e do interesse de todos.

A importância da sustentabilidade nos negócios é melhor compreendida quando quebramos alguns paradigmas:

  • Sempre considerar como investimento e não como custo;
  • Esperar um retorno a longo prazo em vez de curto prazo;
  • Considerar o ganho de imagem como parte do lucro, reconhecendo o seu papel de catalisador do negócio.

Será necessário repensarmos nosso entendimento de como vivemos até hoje em sociedade para que todas essas mudanças aconteçam e como as pessoas, empresas e governos interagem. As verdades de ontem não valem para o mundo que está nascendo, que só terá futuro se o fizermos sustentável. Portanto, o custo da sustentabilidade não será medido por cifrões e sim pela nossa disposição de construir um futuro digno e um mundo muito melhor.

Artigo escrito por: Núcleo Ecoa – Programa Empreender da Aciub

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