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Financiamentos em inovação superam R$ 300 milhões pelo segundo ano e consolidam novo patamar no BDMG

Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) encerrou mais um ciclo com resultados expressivos nas linhas de crédito para inovação em 2025. Pelo segundo ano seguido, os financiamentos a esses projetos ultrapassaram a marca de R$ 300 milhões. Somando 2024 e 2025, são R$ 700 milhões em créditos liberados para inovação.

Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, o desempenho demonstra que as empresas mineiras estão cada vez mais dispostas a investir em diferenciação e competitividade.

“Mesmo em um ambiente mais restritivo, conseguimos ampliar o alcance das linhas de inovação e apoiar projetos que efetivamente transformam negócios e fortalecem a economia do Estado”, destaca.

As liberações ocorreram por meio de 13 linhas de crédito, refletindo a diversidade e a robustez do portfólio do BDMG para inovação, que inclui financiamentos a projetos para criação de novos produtos, serviços ou tecnologias, máquinas e equipamentos da indústria 4.0.

Os créditos são oferecidos ao mercado após captação de recursos com parceiros como Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Linha impacta produção de laticínios

Entre as empresas atendidas está a Laticínios Sabor da Serra, em Lima Duarte, na Zona da Mata. A empresa atende grandes redes varejistas no Estado e contratou uma operação de R$ 5 milhões para a transformação digital de seu processo produtivo.

O financiamento viabilizou a automação da coleta de dados, a integração de sistemas e a modernização de equipamentos, que permitiram aumentar a produção e dar maior eficiência operacional, com novos clientes e aumento de 40% no faturamento no ano passado.

Segundo o diretor-presidente Robson Paula Valle, esse investimento marca um divisor de águas na história da empresa e o apoio do BDMG foi decisivo para transformar planejamento em realidade. “A inovação nos permitiu ganhar eficiência, melhorar o controle da produção e preparar a empresa para um novo ciclo de crescimento”, resume o executivo, filho de um dos fundadores, que prevê 15% de crescimento no faturamento também neste ano.

A experiência do Laticínios Sabor da Serra evidencia como a inovação deixa de ser um custo e se transforma em valor agregado para o negócio, para a cadeia produtiva e para o território. O investimento realizado impulsionou crescimento sustentável e gerou impactos econômicos relevantes na Zona da Mata.

Robson Paula Valle destaca a ampliação de emprego e geração de renda local. Ele conta que a empresa aumentou em 75% o quadro de colaboradores diretos e indiretos. “A inovação planejada é estratégica, na medida em que integra processos e melhora a alocação de recurso preparando a empresa para expandir em escada e competir em novos mercados”, afirma o empresário.

Para ele, o BDMG tem papel estratégico para elevar a competitividade das empresas mineiras ao oferecer crédito de longo prazo com condições adequadas. “Isso permite que empresas de Minas Gerais entrem em outros estados e também no mercado internacional”, conclui Robson.

Fonte: Agência Minas

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