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Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para o Brasil e fortalece competitividade das empresas

Negociado há mais de 25 anos, o tratado, que ainda precisará cumprir tramites, expandirá o mercado exportador do Brasil.

Após anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia aprovado em Bruxelas, na sexta-feira (9) e que deverá ser assinado nos próximos dias, abre várias janelas de oportunidades para a economia brasileira. Considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, o acordo cria uma área econômica que reúne cerca de 720 milhões de consumidores (450 milhões na Europa e 270 milhões na América do Sul, o equivalente a cerca de 25% do PIB global) e abre novas perspectivas para exportações, investimentos e desenvolvimento produtivo.

Negociado há mais de 25 anos, o tratado, que ainda precisará cumprir tramites, expandirá o mercado exportador do Brasil em consequência da eliminação de tarifas bilaterais, e, por outro lado, facilitará a compra por preços mais baixos de produtos de nações europeias, além de atrair investimentos desses países no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O cenário favorece não só o bloco, mas toda a América do Sul.

Para o Brasil, o principal impacto está na redução e eliminação de tarifas de importação, o que torna produtos nacionais mais competitivos no mercado europeu. Setores como agronegócio, indústria de transformação, alimentos processados, calçados, têxtil, autopeças e químicos estão entre os mais beneficiados, com acesso facilitado a um dos mercados mais exigentes e com maior poder de compra do planeta.

Além da ampliação das exportações, o acordo tende a estimular a atração de investimentos estrangeiros, especialmente de empresas europeias interessadas em ampliar ou instalar operações no Brasil. A previsibilidade jurídica e a padronização de regras comerciais aumentam a confiança do investidor e fortalecem o ambiente de negócios.

Para as empresas brasileiras, os ganhos vão além do comércio exterior. O tratado favorece a integração em cadeias globais de valor, incentiva a inovação, a modernização de processos produtivos e a adoção de práticas sustentáveis — critérios cada vez mais valorizados pela União Europeia. Pequenas e médias empresas também podem se beneficiar, seja por meio da exportação direta, seja como fornecedoras de grandes players.

Especialistas destacam ainda que o acordo impulsiona a diversificação dos parceiros comerciais do Brasil, reduzindo a dependência de poucos mercados e ampliando o protagonismo do país no comércio internacional. Ao mesmo tempo, a maior concorrência tende a gerar uma pressão positiva por eficiência, produtividade e qualificação.

O sucesso do acordo depende da capacidade de adaptação das empresas brasileiras. Investir em inovação, gestão, sustentabilidade e capacitação será fundamental para transformar o tratado em crescimento econômico, geração de empregos e fortalecimento do setor produtivo nacional.

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